segunda-feira, 25 de março de 2013

Vale a pena ler de novo





TERRITÓRIOS INVISÍVEIS


Na primeira vez que li Territórios Invisíveis fui acometida de um insano desespero de chegar até a última página que não me permitiu parar para comer, ir ao banheiro ou lembrar de respirar. Esse último agradeço por estar tão incorporado a minha pessoa, que não precisa de sinais de necessidade para que a respiração se dê. Obrigada! Mas o que sobrou teve que gritar, e muito para que eu abandonasse alguns minutos a leitura para as coisas mundanas e que atrapalham muito quando se está em um universo paralelo com o cérebro, mas em nossa dimensão chatinha e normal com o corpo.  


Agnus Dei – A idade do sangue

A leitura de Agnus Dei foi uma leitura-refresco, um presente com boas surpresas, mas destaco três, que considero as melhores.
Em primeiro lugar tive o encantamento visual, provocado pela encadernação do livro em si. Para um livro escrito por uma fã de RPG, nada mais óbvio que sua encadernação seja, no mínimo, diferente. Pois Agnus Dei vai além disso. O livro é lindo! A capa é uma união de cores e imagens que provocam os sentidos e as páginas internas são estampadas com a reprodução de um céu nublado e tempestuoso, combinando perfeitamente com o tom da história que se lê. Nota 10 para o criador disso.

domingo, 24 de março de 2013

" ...que em qualquer lugar por onde eu andar, vou lembrar de você..."


O cara que sabia inventar temperos, que fazia o melhor abacaxi no espeto que já comi e que  sempre tinha um vinho especial que comprou porque sabia que eu iria gostar".




Chaplin disse:
"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso."


Algumas pessoas entram em nossas vidas por mero acaso, e por mero acaso vão embora. Outras entram pois tinham que ali estar e fazer algo pela nossa história. 
Hoje tive que me despedir de uma pessoa muito especial. Então, peço licença para fazer uma homenagem pública a ele, que leva consigo um pedaço de mim e deixa comigo algo dele. Vim parar em Porto Alegre por "culpa" dele. Eu, que só vinha passear e logo ia embora, fui adotada e transformada em filha (com direito a broncas e puxões de orelha também, não se engane do contrário!), numa época em que eu vivia cem anos a mil. Ele é  o pai da minha best friend 4ever, pai que adotei e com quem eu passava horas conversando sobre tudo e todos, por que ele sempre tinha uma opinião para compartilhar, uma sugestão de melhoria para dar, uma ideia genial para pôr em prática. Hoje eu estou órfã de novo. Pela segunda vez. Sei que a dor passa, mas a saudade não, por isso aqui fica meu carinho explícito.
Obrigada, meu amigo. Obrigada pela tua “participação especial” na minha vida e por tudo que tu deixou aqui que vão nos fazer falta.
Vai em paz, fique bem e tenha a certeza de que “qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.”
O título é uma homenagem para ele, que gostava de Roberto Carlos e ria da minha cara quando eu dizia que preferia não saber disso. 

Invisível e doloroso mundo cão

Terminei de ler na semana que passou o livro As vantagens de ser invisível, de Stephen Chbosky. Confesso, com um certo constrangimento, que só peguei o livro para ler depois de minha filha ter falado  muito nele, e um amigo ter feito um post no facebook, perguntando sobre opiniões pós leitura.
Digo constrangimento por que a primeira coisa que pensei foi: ah, o que poderá vir de um livro que fala de mais uma turma de high school americana?
É. Pois é. Eu fiz isso.. Shame on me!
Comecei a ler o livro, que é pequeno (tem 223 páginas) e fui jogada para dentro da intimidade de Charlie, um garoto de 15 anos, que é muito peculiar já nas primeiras frases. Para começar, toda a narrativa é feita através de cartas que Charlie escreve a um amigo invisível, mas que até o final do livro dá para se ter uma ideia de quem possa ser esse amigo, embora tudo fique somente na especulação, pois nada é revelado de concreto. Tudo isso é feito através de cartas datadas, inicialmente a partir de 25 de agosto de 1991, onde o mais importante é o que ele escreve e como ele escreve a esse amigo.